quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Tele-visões

Quando chega a altura de marcar o espectáculo já o artista está escolhido e devidamente promovido mesmo que o seu talento não seja um portento. Muitas vezes é mediano ou até, completamente desprovido de virtuosismo artístico chegando a ser ridículo estar na assistência no televisivo local ou servindo-se desse audiovisual para, no conforto do lar estar a largar um leve bocejar até não mais aguentar por ser uma insuportável tortura estar naquela frequência mesmo que seja digital a tecnologia visual. A pessoa que está a ver só pode dizer: «Aqui não fico.» Mas ainda pode haver pior quando a suposta estrela deixa de aparecer em capa de revista periódica mesmo que dentro dela não haja grande conteúdo que justifique tal período de saída para o mercado por não conter temática que valorize, bem melhor a sabedoria do exigente leitor ainda que não seja demasiado letrado no momento em que esteja a ler artigo, ali publicado.

(de "Ditadura da imagem")

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