quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Esquilo-branco

O esquilo está na ópera em seu camarote e o caçador já opera através de escadote e corda essencial trepando junto à parede passando despercebido da assistência que não cede sua atenção a pormenor que não faça sentido ao espectáculo ideal que conhece de cor ou tem disso intenção. Daí, toda a desatenção ao caçador em escalada até ao compartimento como camarote a contento do esquilo com sua equipa de amizade variada com coelho, javali e galo, lebre, pato e galinha que daquele galo é vizinha. Ninguém trouxe pipa mas todos bebem enquanto ao lado se pressente gente ao estalo e no palco descem o pano, por ter finalizado o enredo como primeiro acto com aplausos, de facto provindos de gente com fato e alguns vestidos, com o tacto de escolha para ocasião solene onde há quem acene como forma de elogio da parte de quem não perdeu o fio à meada como conteúdo da ópera que tem tudo para agradar a plateias realmente cheias de individualidades com distintas vivacidades como sucede com as amizades do esquilo a brindar em comunhão de alegria interrompida com o soar dos estalos referidos inoportunos em especial dia. Espera-se que não haja feridos e um deles é o caçador que teve engano comprometedor ao chegar a destino onde entrou em desatino pois supunha outro encontro com o esquilo pronto para dali ser levado.

(de "Ópera")

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