quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Esquilo-branco II

O esquilo sai de casa porque há uma missão que, com empenho, ele abraça com a próxima deslocação ao interior da floresta em busca de certo tesouro que, de outros tempos, resta sem que haja miradouro ou outra percepção para o ter avistado em momento procurado com curiosa investigação que nunca teve desenlace como positiva fase de ser descoberto para então ser aberto. Mas a lenda existe e o entusiasmo persiste nunca abandonando qualquer ser caminhando em sua diária vivência enfrentando tanta ocorrência que, por vezes, até se esquece de tudo o que ele oferece como perspectiva sonhadora de riqueza merecedora bastando encontrá-lo como primeiro a buscá-lo em ser aventureiro com esse espírito por inteiro. O esquilo tem hoje essa disposição que não foge garante ele a seus camaradas todos eles apetrechados de víveres justificados para as longas caminhadas até ao tesouro final que esperam, seja real e com enorme riqueza para lhes dar alegria com toda a certeza de terem especial dia quando, mais tarde, à mesa tiverem farta ementa bastante suculenta. Um mapa eles têm obtido para além das regras elementares e de públicos olhares ao fazerem subtracção à biblioteca de eleição da terra vizinha. Quem tratou disso foi sua amiga galinha que deu eficiente sumiço no tal mapa através de protectora capa que serviu de disfarce quando teve de escapar-se para fora do equipamento que alberga em comprimento e altura como complemento tanto livro de histórias e algumas memórias.

(de "O tesouro")

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