domingo, 18 de setembro de 2011

Flores

É posta a mesa com agradável certeza na esperada afluência dos ilustres representantes da terra onde a vivência se faz com reverência agora como antes ao bispo que ilumina toda a gente fina em seus privilégios e outra sina nos menos egrégios em posses visuais mas com seus laborais contributos essenciais. É hora de ceia na mansão bispal e tanta candeia tem percurso final para dar participação com sua devoção pelo bispo aclamado por ser de bom trato com todo o povoado que não leva prato nem qualquer oferenda esperando haver merenda ou algo que se coma em ceia que se soma na lista de faustosos eventos onde existirão assentos espera-se, para todos os que terão modos tão disciplinados previamente solicitados para haver boa figura sem constante rasura em ser que embarace e dessa forma mace o bispo atencioso com manjar vistoso no cear mais saboroso. Tudo pronto e chegam convidados finalmente avistados como os primeiros que eu conto a pedido do bispo em escritos certeiros que eu avisto como tarefa fácil pois aos mil não se chegará disse eu a sorrir em conversa de descontrair com o bispo a anuir no exagero que não passará dali, pensámos nós a uma só voz. Entram duquesas e outras realezas nobres e frades com suas vontades de apetites vorazes ao passo que os ases das corridas de circuitos como príncipes de muitos também aparecem sem que neles tropecem pelo menos por enquanto à procura de canto para autógrafo dado quando tal for solicitado. Membros paroquiais e conselheiros coloquiais chegam por antecipação aos deputados que na eleição última em consideração se tornaram vitais para os problemas locais serem bem resolvidos sem saírem esquecidos mas podendo ser lembrados pelos também apresentados como outrora deputados que perderam tais funções e que serão comilões como os anteriores caso contrário não dariam seus humores pelo cear que vazio no fim mostrará o apetite que durado terá enquanto houve comida a ser servida. Governantes e assessores secretárias e bajuladores dos poderes prometedores aparecem às cores para que se distinga de que lado pinga o suor melhor percebido já imaginado em partido no lugar atribuído como conjunto remetido à certa ala na enorme sala que mais parece salão a perder de vista quando o que se regista é que a multidão não tem cessação pois banqueiros e demais cavaleiros da patronal economia entraram quando eu abria uma nova secção na minha contabilização.

(de "A ceia do bispo")

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mulheres III

Mulher preconceituosa que em tudo vê confusão ou pressente imaginação do que irá pensar a gente calorosa com a qual tem relação de uma afinidade a abraçar como colectividade opinante que provoca mais adiante na mulher de tal conceito uma sensação mesmo a jeito de se consumir com o que só parece existir na sua cabeça que se coloca avessa a um normal funcionamento sem desvio de personalidade que afinal existe e que consiste em alternativo firmamento

(de "Mulher preconceituosa")

Fantasias II

Jornalista autor de livros como escritor sendo desconhecedor ou não querendo fazer caso do antecipado prazo que seria bem maior se ele fosse à luta como faz quem labuta com nome desconhecido pois tal jornalista apresenta-se como referido milhares de vezes quando faz as vezes de locutor artista trazendo notícias como espectáculo informativo, por vezes ridículo que só ele saberá o motivo de ser desadequadamente emotivo. Mas no domínio da escrita ele sempre fita os leitores com seu nome de conhecido jornalista como um novo artista que pretende ser de renome à custa da fama trazida de outra dama a da funcionalidade televisiva para uma realidade evasiva sem mais consideração por quem está de antemão a lutar pelo seu espaço não fazendo ele caso de tudo o que for exterior ao seu intenso calor onde se julga iluminado como sendo o maior a se mostrar letrado. Mas os regulamentos podem mudar e tal tem pernas para andar com gente de outras áreas externas à escrita criativa a ter de ser activa em busca de árias ou outras melodias procurando nome que soe bem porque seu anterior alguém não se pode aproveitar de nome já celebrado noutro momento designado como mediático no ar tal como sucede com a equipa que não mede que ser jornalista é um ponto de partida injusto para se ser artista com autoria referida em livros de ficção prosa ou poesia em criação. A proposta de lei final passa por irem à luta com pseudónimo real

(de "O jornalista")

Canções IV

Contos poéticos a serem lidos nos eléctricos e noutros transportes onde são sentidos todos os versos em esbeltos portes ditos pelos leitores com aprazíveis humores também pelas poéticas narrativas onde ficam imersos com histórias positivas que merecem vivas pois provocam sorrisos como os certos avisos de serem agradavelmente recebidas por estarem bem construídas e terem sido imaginadas com as criatividades acertadas. Canções versejadas em contos inspiradas ou com narrativas adaptadas para as formas citadas como canções encontradas com refrões complementares para os nossos cantares. Contos poéticos a serem lidos em momentos de lazer que tenham por merecer onde os possam conceber todos os leitores a receberem como sabores naturalmente agradáveis todos os versos inadiáveis para uma melhor compreensão dos livros em mão que são lidos sem pausas por fãs em causas de tudo lerem do autor a verem em bem recebida sessão de amena confraternização com leitura de poética narrativa a fazer da tarde respectiva uma especial ocasião que ficará como bela recordação.

(de "Canções II")

Mulheres II

Pegando na banda-desenhada de história memorizada por tantas vezes que lera livro que antes pertencera à anterior dona da propriedade ela, de imediato, recebia um novo ânimo que sempre substituía sua curiosa personalidade complexa e desagradável por uma outra mais amável como um novo mimo a lhe estar em proximidade cada vez mais na verdade consoante no enredo avançava em prazer de leitura que adorava até a personagem principal ganhar de forma literal uma autenticidade em modo de vida para lhe dar como exigida sua alma em estado temporário com o efeito necessário para se converter noutra pessoa com personalidade boa e afabilidade visível a sua família extensível e demais amigos que tanto sofriam com os perigos que advinham de suas acções por vezes premonitórias para se tornarem contraditórias havendo tantos corações a se sentirem prejudicados pelos reais predicados que não eram aplicados por personalidade castigadora dela própria instigadora ao não procurar salvação para o problema de sua condição.

(de "A personagem")

A Sereia

A perdiz fugira pelo medo que sentira mas a caminhante dispusera-se a ser dialogante assegurando que não faria mal a um ser tão especial. A perdiz retorquira que assim ditava seu instinto natural que quando se aproximava alguma espécie de maior porte não havia que desafiar a sorte sendo de louvável prudência procurar outra incidência bem mais descansada sem perigosidade avistada. Seguiram-se apresentações com suas identificações simplesmente perdiz nas suas interacções e sem distinto apelido nem alcunha a lhe dar um bis de um designar referido que sua interlocutora deu como sabedora em escolha anuidora para, como perdiz, a ter citada em conversa que fosse proporcionada.

(de "VII")

Canções III

A manifestação fora marcada através das redes sociais e no dia da jornada a multidão não era demais descendo a avenida como camarada mostrando seus sinais de um descontentamento justificado e com o discurso organizado. Mais profissionais saídas para gerirmos nossas vidas pois somos qualificados e não estamos ocupados temos cursos e mestrados mas estamos desempregados. Atribuíram-lhes estatuto como uma certa geração que estava de luto por não ver solução no seu actual reduto: o país, finalmente sob pressão de uma sociedade empenhada em dar nisto uma virada.

(de "Uma nova geração")